Minhas teorias sobre LOST

Goste ou não goste, assista ou não assista, todos devem reconhecer lost como um fenômeno moderno, uma série que soube explorar ao máximo as possibilidades da internet (estimulando os fóruns, comunidades criando ARGs, vídeos virais, complementos à história tanto na internet quanto nas mídias tradicionais) de modo a expandir o universo do programa tornando revolucionando o modo de interagir com ele – LOST é uma experiência.
Em parte este sucesso todo é por que lost jogou uma quantidade absurda de mistérios episódio a episódio, alimentando uma legião curiosa e desesperada por descobrir os segredos da ilha e seus personagens. É aí que a série tem também o seu maior ponto fraco. Proponho uma experiência ao fã – assista aos episódios daqui a 3 anos e os buracos no roteiro vão irritar até o mais ferrenho lostmaníaco. Mistérios resolvidos com soluções de emergência, que não se encaixam no contexto da série (ursos polares, fantasmas, uma parte da história e motivação “dos outros”) e sim, falta de explicações a muitos dos mistérios da ilha. Temos mais duas horas e meia de show e nesse tempo NÃO será possível explicar metade do que falta a explicar – a história vai simplesmente encerrar-se com as duas linhas do tempo se juntando e vamos continuar sem saber a real natureza de Jacob e Flocke (de falso-locke) e tantas outras pontas que vão ficar soltas.

Aliás, meu maior medo é que no final a coisa caia para o novo lugar comum das explicações pseudo-cientificas: A Física Quântica, aproximando a dualidade lostiniana entre a magia e a ciência do esoterismo quântico de boteco de “o segredo” e picaretagens anexas.

Talvez por isso eu resolvi criar a minha própria explicação sobre os mistérios de Lost, com base em uma pseudociência que eu adoro: a ciência fantástica dos quadrinhos! Tomo aqui a liberdade e invoco o espírito de Jack Kirby para me ajudar na empreitada.

O Início…

Até onde tudo leva a entender a ilha foi o lar de uma civilização avançada no passado, talvez seja até mesmo a lendária Atlântida (ou Lemúria) e seus habitantes podem ter desvendado os segredos do coração da ilha, uma energia eletromagnética poderosa capaz de garantir o poder absoluto àqueles que desvendarem seus segredos, porém, como é da natureza humana, este poder foi usado nos jogos e intrigas dos poderosos (Eles vêm. Eles lutam. Eles destroem. Eles corrompem) e acabou por dar fim àquela civilização.

E o fim veio através de uma criação humana, que saiu do controle. Os cientistas (ou magos – segundo Arthur C. Clark poderiam ser a mesma coisa) perceberam que a consciência é, em última analise, o resultado de manifestações elétricas que ocorrem no cérebro (isso vem de um conto do Asimov) e passaram a experimentar, manipulando as energias até chegar ao protótipo de uma consciência artificial, desvinculada de um corpo – um meme. Inicialmente concebido como uma arma, uma idéia contagiosa – um vírus a invadir a consciência das pessoas, acontece que a arma voltou-se contra seus criadores, e lentamente influenciando pessoa a pessoa levou a civilização original à ruína. Isto nos leva a um pequeno grupo, ou até mesmo a um único sobrevivente que conseguiu de alguma maneira aprisionar a criatura, o meme, próximo ao coração da ilha onde sua capacidade é enfraquecida.

Isto aconteceu há muito tempo, muito antes de Jacob chegar à ilha e esta história perdeu-se, tornando-se uma lenda passada de guardião a guardião – o portador dos segredos que Atlântida possuía e também da culpa pela autodestruição causada pelo domínio pelos humanos desse segredo divino.

Foi quando Jacob lançou o irmão à caverna, de alguma maneira libertando o meme, que ‘tomou’ a consciência (e a forma) do falecido. Mas o que isto tema ver com o final da história? Se a explicação fosse que o fumacinha e o Jacob são duas divindades brigando em uma aposta milenar não ia soar melhor? Calma.

Leva ao fim.


Então os personagens que amamos foram tragados por um jogo que vem se desenvolvendo à séculos por duas entidades antagônicas. Como será que isso acabará? Bem, creio que tenha a ver com as propriedades eletromagnéticas da ilha. Se entendermos a alma/consciência como um fenômeno elétrico que devido ao bolsão de energia consegue persistir desvinculada do corpo e que o homem de preto é um vírus deste sistema, as personagens-chave do final da série passam ser aqueles que tem alguma habilidade com eletromagnetismo: Miles, Desmond e o novo guardião.

O que eu acho que vai acontecer é que caberá a Miles matar/exorcizar a entidade (lembrando que até onde tudo indica o meme exerce alguma influência pela voz – será que vem daí a sua também fraqueza ao som? – e Miles até agora é o único personagem que não falou com a entidade).

Quanto a Desmond, bem, ele é o único que pode ir até o coração da ilha (sem ter sua consciência aniquilada pelo poder eletromagnético) e realmente acho que o último plano de Jacob não envolve a destruição da ilha, mas sim Desmond mergulhando no coração da ilha e trazendo de lá algo que serviria como arma para aniquilar o meme (ou pelo menos para aniquilar a consciência hospedeira, deixando o caminho livre para que Miles com alguma habilidade nova – ou que releve naquele instante absorva/destrua o meme.)

Mas e a realidade paralela? Anda se especulando que o ponto de partida da realidade paralela seria dado no final da série, e não na explosão da bomba na quinta temporada. Não creio nisso. É a explosão que cria as condições para que se crie uma linha do tempo paralela – paralela mas ainda assim fora de lugar – as personagens na linha do tempo alternativa estão lembrando da linha do tempo “oficial” – como se a alternativa estivesse realmente “errada” e o plano de Desmond parece apontar para a reunião dos personagens de modo a culminar em algum evento no conserto de música – talvez o encontro de todos desperte as memórias e que de alguma maneira vão entrar em conflito com aquele universo gerando uma reação em cadeia que talvez seja a arma final contra a entidade…. será? Será que o universo paralelo está contido em algum espaço próximo ao coração da ilha, construído com a mágica tecnológica de Atlântida, dominada por Eloise Hawkins?

Muito provavelmente não. Mas foi divertido elocubrar tudo isso, a maior graça da série inclusive é esta, ser tão maluca que você pode encaixar os devaneios mais loucos pra bolar a sua própria explicação.

Anúncios
Comments
One Response to “Minhas teorias sobre LOST”
  1. romes disse:

    mais uma semana Noah….depois vamos ter q nos ocupar de outra coisa pra substituir lost
    ehehhee

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: