O Radiohead e eu e o que a Bruna Surfistinha e o Jacaré têm a ver com isso

1998 foi um ano chave para meu gosto musical. Recém chegado ao Paraná (retornando depois de 4 anos no Mato Grosso) eu passei batido por boa parte da música feita nos anos 90, até então minhas referências eram hippongas, Pink Floyd e Beatles.

O mp3 ainda não havia estourado e não era tão fácil ter acesso a bandas “diferentes” daquelas que tocam na sua região (nessa época meus amigos escutavam bandas 80`s ou Heavy Metal Melódico, e a região sempre foi um pedaço do Rio Grande do Sul perdido no Paraná). Foi então que duas descobertas marcaram uma guinada (e para uma fase em que a música era algo muito importante e presente na minha vida.) A primeira foi em uma loja de CD’s, perdido e sem destaque nenhum “Trombei” com “Mellon Collie and Infinite Sadness” dos Smashing Pumpkins uma das bandas das quais sempre ouvia falar e não tinha acesso (eu passava batido o CD porque achava a capa parecida com alguma coisa “New Age”, depois que li o nome por acaso é que fui me interessar, mas sem expectativas que foram frustradas positivamente após a audição). A segunda foi um comercial sobre a síndrome de down que trazia uma música pop até a medula, com um vocal choroso, quase piegas de tão melosa, mas ótima. A música era “Fake Plastic Trees” do Radiohead e está presente no disco The Bends, que passei a caçar sem sossego nas lojas de discos.

Desde então passei a ser um ávido consumidor de música e pesquisador de novos sons, o estilo que costuma se chamar de “indie” (que na verdade é estilo nenhum). Mas o tempo foi passando a música foi perdendo espaço para outros interesses, entre as poucas bandas que acompanho com entusiasmo resta o Radiohead.  O Radiohead também mudou, foi percebendo uma popularidade crescente, lançou um disco considerado “Genial” por boa parte da crítica e foi esforçando-se cada vez mais a fazer um som anticomercial, exigências eco-corretas para seus shows (e, as vezes, economicamente inviávies) fugindo da fama fácil e da cultura da celebridade. Veja, não sou o estereótipo do INDIE – eu gosto quando minhas bandas do coração se popularizam (mesmo quando o objetivo não é esse), mas hoje duas notícias pesaram no estômago. A primeira é a Bruna surfistinha estragando uma boa lembrança:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/877322-bruna-surfistinha-diz-que-musica-do-radiohead-marcou-sua-vida.shtml

E segundo uma matéria com o JACARÉ do É O TCHAN analisando a dança do Thom Yorke no novo clipe.

http://revistaalfa.abril.com.br/blogs/alfa-discos/2011/02/18/thom-yorke-nao-sabe-nada-de-danca-diz-jacare-ex-e-o-tchan/

Será que o Jacaré conhece o grande coreógrafo Ian Curtis?

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Comments
5 Responses to “O Radiohead e eu e o que a Bruna Surfistinha e o Jacaré têm a ver com isso”
  1. romes disse:

    ehehehe
    essa do jacaré é pra acabar ….afff

  2. Manassés disse:

    a melhor parte da ‘reportagem’ com o Jacaré analisando a dança do Thom Yorke é quando o reporter manda comparar : “os movimentos frenéticos de Thom Yorke com a técnica apurada de Jacaré”.

    Huhauahuahua

    • Noah disse:

      Lindo, não é? Fico imaginando uma junta de especialistas, Jacaré, Kleber BamBam e Carla Peres “analisando” a dança da mosca morta do TY. Uma coisa que eu não consigo parar de pensar é no Thom Yorke de roupa de ginástica fazendo aulas de Jazz… oO

  3. Manassés disse:

    Não tinha coreógrafo no clip.
    Só um tal de Wayne McGregor.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Wayne_McGregor

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