Curitiba, a internet e o verme de ouvido bonitinho

Há um excesso de mesas e cadeiras e uma falta deliberada de espaço, um bar projetado para anões, talvez. Um certo prazer em viver amontoado, em cultivar lugares espremidos, em respirar ares viciados, em fumar a fumaça alheia, provavelmente compensação noturna ao espírito arredio, solitário, intratável do curitibano. Aqui se obrigam ao esbarrão, às cotoveladas, … Continue lendo

[review] TRAPO – Cristovão Tezza

O professor aposentado Manoel, pequeno traste simpático, como define em sua cuidadosa amargura tão cultivada quanto sua velha casa, espremida entre os prédios, cuidada como a rotina auto-imposta que criam os velhos para levar a vida têm sua inércia interrompida pela figura explosiva, vulgar, colorida de Izolda Petroski, dona de pensão. Izolda, instruída por um … Continue lendo