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O Surrealista Insone

O Blog do Noah. Publicidade, Propaganda, Literatura, Nerdices e nenhuma explicação

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.500 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 58 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

“I was thinking how the world should have cried/On the day Jack Kirby died.”

Monster Magnet – Melt

 

Os quadrinhos, até recentemente vistos como subliteratura infanto-juvenil, historicamente sempre tiveram suas contribuições para a cultura pop subvalorizadas, é recente o fenômeno e a descoberta da  força dos quadrinhos enquanto forma inteiramente válida de arte e meio eficiente de expressão. E  hoje é o aniversário de, talvez, o maior criador das histórias em quadrinhos: Jack Kirby (1917-1994). Se você estava no planeta terra de 1935 prá cá  é muito possível que já tenha no mínimo trombado com alguma criação do Sr Kirby que mesmo atuando no inicio da indústria e  nos quadrinhos de super-heróis tem uma arte única em estilo e qualidade.

O artista é co-criador dos principais heróis da editora Marvel (de Capitão América, com Joe Simon até a parceria com Stan Lee que rendeu a criação de “O Quarteto Fantástico”, “Hulk“, “X-Men“, “Homem de Ferro”, “Thor” entre muitos outros) ainda que o crédito maior seja atribuído a Stan Lee é conhecido o processo Marvel de criação onde Lee fornecia um roteiro aberto onde o artista tinha bastante liberdade de criação não apenas no desenho como também nos argumentos  (Kirby teria criado sozinho o surfista prateado, por exemplo).

Recentemente a familia do desenhista perdeu uma ação onde reclamava direitos autorais e lucros sobre as criações de Kirby. O direito aos créditos de co-autoria porém, foram garantidos. A decisão porém motivou um pedido de boicote dos fãs pelo quadrinista e historiador Steven Bissete aos títulos em que Kirby possuiu coautoria como maneira de forçar a Marvel a reconhecer a divida que tem com Kirby (uma dívida que vai além da jurídica, o reconhecimento seria uma questão moral).

Acho que a Marvel deve isso a família de Kirby, e vocês?

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Encheu o fornilho de fumo ruim, uma marca barata de sabor menta. Era o único que tinha e serviria para esta noite.  Ganhou a noite cinzenta da varanda. Em pé, como costumava ler poesia, acendeu o fumo com o isqueiro branco barato.  Pouxou a fumaça do fumo que resistiu em queimar.  Conseguiu uma brasa persistente apenas na segunda vez. Quando só restavam cinzas, esvaziou o conteúdo e abasteceu novamente o cachimbo, desta o isqueiro foi necessário apenas uma vez.

O estomago vazio era proposital.

Agora as volutas do fumo reuniam-se ao clima nublado e enevoavam sua visão o sabor, o odor e a tontura – quase como a de algumas cervejas – ajudava sua meditação.  No meio da névoa ele via a criança.

O menino está sentado na mercearia no andar de baixo da casa do tio observando os adultos jogando baralho, berrando, bebendo e fumando seus palheiros embaixo das voltas de salame dispostas nas vigas de madeira. É uma tarde ensolarada e colorida.

Quando esta segunda carga acaba a criança se vai, acaba a tarde, a cor se desbota uma lembrança tão fantasiosa como as histórias de saci que a criança escutava.

A realidade concreta é fria e cinza, como as cinzas que agora despejava no lixeiro.

This is icon for social networking website. Th...

Image via Wikipedia

Durante o dia de hoje algum espertinho do twitter resolveu lançar uma brincadeira baseada na hastag #senhatwitter. o texto do tweet era o seguinte: “O legal quando tu digita sua senha no twitter aparece os numeros, e depois que você da Tweet ela aparece assim ************ #SenhaTwitter “
Uma das principais regras de segurança da informação é jamais forneça sua senha a ninguém, correto? Parece que a coisa não é tão intuitiva quanto parece… a hashtag chegou até os trending topics e agora os usuarios que cairam na pegadinha já estão perdendo suas contas.

 

A questão que fica é como uma brincadeira dessas consegue que alguém efetivamente digite sua senha apenas para vê-la transformada em asteriscos?

Nessa era de comunicação instântanea é bom começar a pensar naquilo que sai digitando por aí, o darwinismo da internet é impiedoso e tem uma face bem cruel.

Se bem que, como dizemos no interior do paraná: “Jacú, lambari, pardal e arigó, escasseia mas não acaba”. Os trolls sempre terão de que se alimentar.

 

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Jeff Bezos e uma das engrenagens de seu relógio (créditos: Jim Merithew/Wired)

A literatura especulativa anda vivendo uma onda retrofuturista que tem como principal expoente o chamado “Steampunk” que é a exploração dos valores e estética vitorianas. Deve ter alguma coisa a ver com a nossa ‘revolução informacional’ olhando para como a humanidade reagiu à ultima grande revolução que mudou toda a sociedade.

A cena brasileira é bem atuante (dividida em lojas por estado) e reconhecida, merecendo citações na recente “Steampunk Bible” e na Wired (pelo próprio criador do gênero o – também –  ”Cyberpunk”, Bruce Sterlinghttp://www.wired.com/beyond_the_beyond/2009/07/brazilian-steampunk-has-lodges/
E agora Jeff Bezos, o bilionário fundador da Amazon.com aparece um projeto que  mostra como o imaginário vitoriano anda mesmo rondando nosso ~zeitgeist~.
Trata-se de um gigantesco relógio encravado em um pico rochoso que deve funcionar por 10.000 anos.
O projeto vem sendo tratado como um monumento ao pensamento de longo prazo já que durante a vida útil do mecanismo, segundo palavras do próprio Bezos “Civilizações inteiras surgirão e cairão. Novos sistemas de governo serão criados. Você não pode imaginar o mundo – ninguém pode – ao qual estamos preparando este relógio para atravessar”
Veja mais detalhes deste que parece ser a grande pirâmide da nossa civilização no site da Wired.

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Há um excesso de mesas e cadeiras e uma falta deliberada de espaço, um bar projetado para anões, talvez. Um certo prazer em viver amontoado, em cultivar lugares espremidos, em respirar ares viciados, em fumar a fumaça alheia, provavelmente compensação noturna ao espírito arredio, solitário, intratável do curitibano. Aqui se obrigam ao esbarrão, às cotoveladas, aos encontros involuntários à proximidade inevitável com a desculpa do pouco espaço. Sinto uma felicidade de artifício no ambiente, que explode em risadas excessivas, loquacidade, chope derramado, arrastar de cadeiras e aqui e ali um rosto trágico, envolto num estudado sopro de fumaça.

 Uma conclusão filosófica. Em Curitiba, minha doce Curitiba, todos querem falar e todos se arrependem de falar.

 Cristovão Tezza

Os trechos acima, retirados do livro TRAPO de Cristovão Tezza, são descrições precisas e reconhecidas do ambiente social curitibano.  É do senso comum a impressão de que o clima gélido e chuvoso da cidade exerce alguma influência sobre o humor dos locais. Mesmo assim a cidade nos deu uma banda de funk-carioca-indie (Bonde do Rolê) uma banda de pop-dancante-indie (com nome de praia carioca  - Copacabana Club) e agora a polêmica hippie-indie “A Banda Mais Bonita da Cidade”. A secretaria de turismo de Curitiba tem que fazer uma reunião com as bandas da cidade. Pelas bandas corremos o risco de todo mundo achar que curitibano é simpático. É um risco de imagem muito grande.

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Já há alguns dias vem se desenrolando pelos meios de comunicação uma polêmica vazia sobre o livro do MEC “Por uma vida melhor” que supostamente validaria a fala e escrita “errada”. Não é nada disso (leia o capitulo aqui) e todo esse circo só pode ser atribuído ou a falha na educação dos jornalistas (incapazes de interpretar o texto – ainda que eu saiba que na faculdade de jornalismo os alunos tenham contato com as modalidades de língua de que trata o texto criticado. Teriam faltado todos a esta aula?) ou a má vontade (política). Acho que não há argumentos a acrescentar sobre o fato e a motivação para este post vem de um trecho do livro “Aula” do grande Roland Barthes que estou relendo.

Abaixo da citação vou colar o video do youtube onde Marcelino Freire e Cristovão Tezza discutem o caso  e o link que a amiga Sharon compartilhou no Greader com a análise de José Miguel Wisnik. Para que não restem dúvidas.

Nenhuma “história da literatura” (se ainda se escrever alguma) poderia ser justa se se contentasse, como no passado, com encadear escolas, sem marcar o corte que põe então a nu um novo profetismo: o da escritura. “Mudar a língua” expressão mallarmeana, é concomitante com “Mudar o mundo”, expressão marxiana: existe uma escuta política de Mallarmé, daqueles que o seguiram e o seguem ainda.

Segue-se daí uma certa ética da linguagem literária, que deve ser afirmada porque ela é contestada. Censura-se frequentemente o escritor, o intelectual, por não escrever a língua de “toda a gente”. Mas é bom que os homens, no interior de um mesmo idioma – para nós o francês – tenham várias línguas. Se eu fosse legislador – suposição aberrante para alguém que, etimologicamente falando, é “an-arquista” – longe de impor uma unificação do francês, quer burguesa, quer popular, eu encorajaria, pelo contrário, a aprendizagem simultânea de várias línguas francesas, com funções diversas, promovidas à igualdade. Dante discute muito seriamente para decidir em que língua escreverá o Convívio: em latim ou em toscano? Não é absolutamente por razões políticas ou polêmicas que ele escolhe a língua vulgar; é por considerar a apropriação de uma ou outra língua a seu asssunto: as duas línguas – como pra nós o francês clássico e o francês moderno, o francês escrito e o francês falado – formam assim uma reserva na qual ele pode abeberar-se livremente, segundo a verdade do desejo. Essa liberdade é um luxo que toda sociedade deveria proporcionar a seus cidadãos: tantas linguagens quanto desejos houver: proposta utópica, pelo fato de que nenhuma sociedade está ainda pronta a admitir que há vários desejos. Que uma língua, qualquer  que seja, não reprima outra: que o sujeito futuro conheça, sem remorso, sem recalque, o gozo de ter a sua disposição duas instâncias de linguagem, que ele fale isto ou aquilo segundo as perversões, não segundo a lei.

A opinião de José Miguel Wisnik

Uma tatuagem feita com suas tintas de arco-íris. Não na epiderme, mera propaganda, mas funda, cicatriz ou fratura feita de graça e palavra que marca para sempre meus ossos com suas iniciais de letras iguais. E então ela se vai.

Uma ponte efêmera ligando regiões invisíveis, que abandonamos na metade do caminho. O arco-íris é apenas uma promessa. Ela é o arco-íris.

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via http://inverno.tumblr.com/

1 – Alan Moore

2- Neil Gaiman

3- Neil Young

4- Johnny Cash

5- Albert Einstein

6 – Aleister Crowley

7- Oscar Wilde

 

Ah, sim! E ia tentar arranjar uma cadeira a mais para o Dom Pedro II.

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Sandy Devassa

"Ordináááária" - Cumpadi Washington

Receita certa para o sucesso de qualquer campanha é usar os atributos e a imagem de alguma SUPER celebridade para gerar sinergia entre a personalidade  da estrela e a personalidade da sua marca. Foi assim no lançamento da cerveja DEVASSA que contava com a mundialmente famosa Paris Hilton (mundialmente famosa apenas pelo fruto da sua devassidão, diga-se de passagem) que já mostrava logo de cara a que a cerveja veio. Esta primeira campanha foi um sucesso também pela utilização de uma personalidade internacional para o lançamento de um produto nacional.

O tempo passa e a comunicação precisa de sequência, os publicitários decidem então causar mais barulho ainda pelo efeito da inversão de expectativa ao utilizar uma personalidade extremamente oposta a da primeira campanha. Mas tem um problema, veja se consegue identificar no vídeo abaixo:

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